Tuesday, June 20, 2006

Na maré

Tinha prancha pra surfar.
Lá tinha também grama que findava na areia.
Tinha um guarda-casa que só fazia dormir sono despreocupado em guardar, e nem sequer latia.
Gente, onda, biquini, picolé Rochinha, cadeira e canga.
As duas meninas e os dois.
Os quatro.
Cinco, com a praia.
Tinha cheiro de descanso e encontro com a diferença.
Era engraçado.
Foram 3 dias.
Incontáveis risadas e suspiros de vida leve.
Tinha sol, o vento soprava, areia era fria e as meninas confabulavam.
Todo mundo se mostrava, alguns se desencontravam.
Estrela tinha de sobra.
Cadente só quem olhou demais viu. Pedido todo mundo fez.
Um falou, o outro riu, o de cá calou e o quarto só olhou.
Os meninos surfaram.
As meninas se alongaram e caminharam. Também nadaram.
Peixe, suco e torta de paçoca.
Segunda-feira chegou.
Choveu na volta.
Acabou.
A cidade grande voltou.
E as meninas querem mais.
Agora dizem que vão trocar as asas por pranchas.
E haja onda!

3 Comments:

Blogger Diante de mim, eu mesma! said...

FOMOS, SOMOS E SEREMOS PHINAS ATÉ!!!!

5:25 pm  
Anonymous rio da eternidade said...

bela poesia
belo escrito
sensibilidade esguia
e significado infinito

9:57 am  
Anonymous rio da eternidade said...

bela poesia
belo escrito
sensibilidade esguia
e significado infinito

9:57 am  

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