Monday, May 15, 2006

São Paulo, 15 de maio de 2006.

E a rua, que era cheia de gente, não tem ninguém.
Nem o baleiro da esquina teve coragem de aparecer.
A segunda-feira preguiçosa deu lugar a um sentimento estranho de medo.
E eu saí mais cedo do trabalho, assustada com a idéia de ser achada por uma bala perdida.
Mais do que isso, triste, por não conseguir entender o que fizeram com o respeito entre os homens, onde esconderam a liberdade.
Então, eu desligo a televisão, pra não ter que ver e ouvir mais nada disso.
De que adianta? Se amanhã eu não posso trabalhar, se o caos ainda toma por completo a minha rotina...se eu ainda durmo embalada pela sinfonia agoniante das sirenes.

1 Comments:

Blogger Diante de mim, eu mesma! said...

Nêga,
estou assustada com o que acontece em "nossa" cidade cinza, que agora deve estar mais cinza do que nunca! Chorei vendo noticiários de TV e fiquei com o coração apertado pensando em vocês aí! Mas aí lembro que estão protegidos por paredes coloridas, almofadas confortantes e que possuem muitos cantantes para falar mais alto aí dentro de casa do que as sirenes lá de fora! Não que assim esteja fechando os olhos ao que acontece por lá, mas é que deve ajudar a não sofrer tanto e também mantém um pouco da boa energia para manter viva esta cidade, até que ela se livre do caos! E acima de tudo, estão protegidos pelos Orixás! Saravá! Deus abençôe vocês por aí! Vou acender uma vela agora! Por todos! E pela paz! Te amo!

11:40 pm  

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